Como sua empresa se comunica com o colaborador sem mesa?

O primeiro passo para entender o perfil do deskless worker (trabalhador sem mesa) é conhecer o cenário em que essa galera surgiu e se formou. São da Geração Y, nascidos entre a década de 1980 até pouco antes dos anos 2000, era da internet e da revolução tecnológica.

Inseridos nas oito principais indústrias que permitem o trabalho fora do escritório, a característica mandatória é que eles são conectados e globalizados – o que leva a estarem mais informados sobre as empresas e suas práticas de negócio, por isso mesmo possuem uma expectativa em relação às instituições e o trabalho que o mercado ainda está aprendendo a lidar.

Há muito já compreendemos que não existem fronteiras entre o que acontece dentro das paredes das empresas e fora delas e a tecnologia clarifica esse entendimento com mais veemência. As pessoas que ali trabalham se relacionam com outras família, amigos, associações. As experiências do dia a dia das pessoas são trazidas para dentro das empresas e é cobrado delas o mínimo de adaptação.

 

Força de trabalho

Segundo relatório da Nielsen, com base no Census Bureau dos EUA, a Geração Y compõe um quarto da população mundial, o que representa 1,7 bilhão de pessoas. Esse grupo se tornou recentemente metade da força de trabalho global e como se não bastasse faz parte da maior engrenagem que movimenta as empresas fora dos escritórios, 80%.

 

Gestão de Expectativa

Embora totalmente engajados com as novas tecnologias, por vezes são contratados para funções com pouca ou nenhuma prática de relação institucional com a contratante, exceto pelos serviços prestados. Isso porque não têm sequer um telefone comercial, um e-mail corporativo, computador/notebook conectado ao sistema interno de informação da própria empresa como é o caso de uma intranet.

Essa realidade não combina em nada com uma geração que está acostumada a um clique ter o que precisa com agilidade, acesso simples e navegação intuitiva. Vai vendo…

 

Principais características do trabalhador sem mesa:

  • Buscam uma gestão linear, sem a hierarquização e autoridade
  • Querem espaços mais descontraídos e informais
  • Valorizam a autenticidade e experiência (gamificação, treinamentos etc)
  • Querem coproduzir com as empresas, fazer parte das criações e decisões
  • Usam diferentes aparelhos eletrônicos

Principais condições de trabalho:

  • Sem autonomia, respondem em geral a um gerente de linha
  • Sempre em movimento
  • Sem estação de trabalho fixa
  • Sem acesso à intranet, e-mail corporativo ou telefone

 

Não ficar preso a um escritório oito horas por dia é o desejo de muitos trabalhadores porque representa mais liberdade para gerenciar melhor o seu tempo e, com isso, também mais qualidade de vida. No entanto, a empresa, em especial a área de Comunicação, precisa estar preparada para recepcionar e gerir adequadamente cada novo perfil de trabalho que sua estrutura organizacional for absorvendo.

O distanciamento do meio corporativo à que está condicionado o trabalhador sem mesa traz consigo alguns riscos cruciais ao seu desempenho e ao grupo que merecem atenção: o desalinhamento com as mudanças estratégicas – ocorrem rapidamente na rotina diária, às vezes, com frequência inerente ao setor, – e o sentimento de isolamento e apatia que ameaça vir à tona nesse modelo de trabalho.

 

 

Redação: Paula Alves

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