Saiba como é importante a participação da empresa e os benefícios do aleitamento materno para as mães e para sua Organização

De 01 a 07 de Agosto é comemorado a semana Mundial do Aleitamento Materno, criada em 1948 pela Organização Mundial da Saúde, a data prioriza a preocupação com a mortalidade infantil. Visando a importância do leite materno para o bebê, em 2008, foi sancionada a lei que amplia de 120 para 180 dias a licença-maternidade.


Para ajudar as mamães nessa fase, algumas empresas aderiram ao Programa Empresa Cidadã, e recebem o benefício de licença-maternidade por seis meses, podendo ter vantagens fiscais com abatimento de impostos, promover espaços onde a mãe pode amamentar, oferecer sala para armazenamento e ordenha de leite, além de flexibilização de horário de trabalho e até fornecer creche para que a funcionária possa estar mais próxima ao filho no retorno ao ambiente corporativo.

Esse é o caso da nossa parceira Flexform, a empresa especializada em cadeiras e poltronas para o ambiente corporativo conta com uma sala especial para lactação. “A sala de lactação precisa de uma boa estrutura, com geladeira, cadeira de amamentação e um cadastro no Ministério da Saúde. Quando a funcionária retorna ao trabalho e ainda está amamentando, ela recebe instruções da nossa equipe de saúde e utiliza a sala para fazer a ordenha do leite. Toda vez que a funcionária sente necessidade de fazer esta ordenha ela comunica o seu gestor e vai até a sala fazer o processo, depois que ela faz a ordenha, o leite fica armazenado na geladeira (conforme normas de higiene e armazenamento do Ministério da Saúde), ela pode levar o leite para a casa no final do expediente”, conta Izabel Aldagiza, porta-voz do programa.

O programa Flexmamãe funciona desde 2014  e as funcionárias que tornam-se mães, podem utilizar de assistência médica dentro da empresa durante a gestação, informativo com instruções do primeiro ao último mês de gravidez (vacinas, escolha da maternidade, cuidados com o bebê). “Após a descoberta da gravidez, o RH procura a funcionária para explicar como funciona o programa, ela passa a ter direito a duas pausas de 15min durante o dia para um lanche balanceado, recebe um cartão de parabéns, além do pré-natal, ela também passa mensalmente com o nosso médico do trabalho e em cada consulta recebe um mimo para o enxoval do seu bebê e tiramos uma foto para que no final da sua gestação ela receba essas fotos juntamente com um kit maternidade”, declara a porta-voz.

Sala do programa FlexMamãe

Sala do programa FlexMamãe (Divulgação Flexform)

A operadora de máquina Suellem Regina, que já participou do programa disse que se sentiu uma diva com os cuidados durante a gestação e na volta da licença-maternidade. “Sem dúvidas, a colaboradora volta mais confiante no trabalho, acaba produzindo mais e melhor, porque ela sabe que a empresa apoia esse momento”, conta

Nossa colaboradora Ruana Brito, que assim como Suellem é mãe de primeira viagem, conta os desafios de conciliar a amamentação e vida profissional. “Voltei ao trabalho quando a Manu, tinha três meses de vida, me sentia preparada para o retorno, mas sem dúvidas o desconforto de um seio já acostumado com a sucção continua de um bebê gritava desesperadamente pela ordenha. Os efeitos são diversos, o peso da mama, a dor, o desconforto e em alguns casos até o vazamento do líquido, é preciso sempre andar preparada com uma segunda peça de roupa na bolsa”, declara.

Prova disso, é a declaração das pediatras Rafaella Calmo e Ana Laura Kawasaka, do portal Saúde 4Kids. “Manter a amamentação após o retorno ao trabalho é um grande desafio para as mães. Elas encontram dificuldades na ordenha e armazenamento do leite, pois geralmente não há um local na empresa destinado a esse fim e não há preocupação quanto à flexibilidade de horários para que ela tenha tempo de realizar a ordenha de maneira adequada. Sem a ordenha correta pode ocorrer diminuição da produção de leite e grande risco de desmame precoce”.

As pediatras, contam que a amamentação é indicada por seis meses por todos os órgãos nacionais e internacionais e que o leite materno é o melhor alimento para o bebê, por possuir toda a água e nutrientes necessários. Além disso, ele fornece proteção contra infecções respiratórias e diarreias, além de diminuir a chance de doenças como colesterol alto, diabetes e hipertensão na vida adulta da criança. A introdução precoce de leite artificial ou outros alimentos podem provocar alergias, infecções pelo risco de contaminação e diluição inadequada, além de levar ao prejuízo nesse benefício para a imunidade e saúde do bebê e da mãe que amamenta”, declaram.

Para manter as funcionárias seguras e motivadas, a postura da empresa é crucial nesse estágio de aleitamento materno. “A empresa deve estar ciente de que tem papel importante para o bem – estar da mãe, do bebê e da família. A mãe que amamenta quando retorna ao trabalho já carrega consigo as cobranças do próprio retorno e o receio de não estar mais próxima do bebê. A empresa que oferece o bem-estar e saúde das funcionárias, promove também, maiores índices de produtividade e satisfação dos empregados”, declaram as pediatras.

 

Fontes

Dr. Rafaella Calmo e Dr. Ana Laura Kawasaka, pediatras do portal Saúde 4Kids –  um espaço online que conta os desafios das mães e crianças durante o crescimento.

Izabel Adalgiza Feliz Vilela, porta voz do projeto Flexmamãe e uma das responsáveis pelo RH da empresa.

 


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