Tudo o que sua empresa precisa saber sobre as gerações Y, X e Z

É fato que o mundo muda constantemente, o que influência no comportamento humano e nas empresas. Junto com essa evolução nasceram as gerações: Baby Boomers (nascidos na década 40/50); geração X (década de 60/80) geração Y (nascidos após a década de 80) e geração Z (nascidos depois de 1995). O conflito dessas gerações, principalmente as gerações X, Y e Z, estão interferindo cada vez mais no mundo corporativo e muitas empresas não sabem como se preparar para receber profissionais cada vez mais exigentes.

Por outro lado, é possível afirmar que o perfil profissional nem sempre está relacionado a década que a pessoa nasce. Um exemplo é o engenheiro de produção Anderson Pimentel, que mesmo nascido em 1985, acredita que o sucesso está atrelado a estabilidade, o que é uma característica da geração X. “Acredito que realmente sou de outra geração planejo muito minha carreira profissional, em uma empresa só, começar de baixo e ir crescendo, não gosto de arriscar”, contou sorrindo. Ou seja, a posição profissional vai depender muito da cultura, cenário e das características de cada indivíduo.

Para o Coach, empresário, escritor e palestrante, Jaques Grinberg, a geração Y traz uma característica diferenciada, são pessoas que buscam mudanças para um mundo melhor com foco em qualidade de vida e igualdades. “No geral, as empresas podem esperar profissionais com iniciativa e pró atividade, mas também querem feedback das suas ideias. Funcionários que trocam de empresas com facilidade em busca de novos desafios e querem reconhecimento”, declara Jaques Grinberg.

Algumas pessoas consideram essa geração rebelde, mas para outras, são peças fundamentais para a inovação de novos produtos ou serviços. Segundo o psicólogo Rogério Barros Terto,  um colaborador da  geração Y se expõe de maneira constante à informação. Trata-se de uma geração multifuncional que já nasce conectada à internet. “Desse profissional as empresas podem esperar diferença e vontade de fazer. Parece que tudo nesse mundo precisa ser um espetáculo e é exatamente isso que um funcionário da geração Y pretende. O profissional dessa geração pode ser a dissemelhança que faz a diferença em qualquer empresa”, conta Terto.

Sendo assim, cria-se um conflito perigoso, os funcionários da geração X temem perder seus empregos para a geração seguinte. O Coach  Jaques Grinberg, ressalta também que gestores não estão preparados para gerenciar e liderar jovens, profissionais com iniciativa e querem muito mais do que o salário. “É um grande desafio, mas é importante que as mudanças comecem de cima, pela diretoria, por exemplo. Essas mudanças não é ter a geração Y na diretoria, mas ter gestores preparados para liderá-los. O segredo está na gestão”, enfatiza.

Para fidelizar esse tipo de funcionário os gestores precisam avaliar cada colaborador de forma individual, treinar e motivar cada um com as suas características e necessidades. “É como uma família com três filhos, os pais não podem querer educar todos da mesma forma – cada um tem o seu estilo e seus sonhos. Escolhem cursos diferentes e profissões diferentes e todos recebem de uma certa forma, o mesmo carinho e dedicação dos seus pais”, finaliza Grinberg.

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Não sou seu funcionário, você é meu cliente”

Carteira assina, CLT, férias, 13º salário… isso é coisa do passado. Essa é a opinião da especialista em empreendedorismo digital Denise Veiga. “Os novos profissionais estão em um estágio em que ele quer administrar seu próprio negócio, seu horário e suas vontades”.

Prova disso, é um relatório divulgado em julho deste ano chamado “Sage’s Walk With Me”, feito com 7.400 empreendedores de 18 a 34 anos, em 16 países. A pesquisa analisou as características e atitudes mais comuns entre os empresários da Geração Y, mais conhecidos como Millennials. O primeiro resultado foi que esse público é movido pelo desejo da independência, a crença no “bem social” e o compromisso com a felicidade dos funcionários. Para 81% dos Millennials do Brasil, proporcionar um “bem social” é especialmente importante.

Outra bandeira que a profissional levanta é a do cooperativismo e que os profissionais estão cada vez mais, se especializando em áreas e em conjunto com outros profissionais criam um trabalho colaborativo. “Diante do cenário financeiro que enfrentamos hoje, a CLT já é algo extremamente ultrapassado, o home office, talk works e os trabalhos freelances geram um aquecimento na economia do país, já que um programador de site por exemplo, fecha vários contratos para produzir apenas aquela demanda que ele se especializou. “Um exemplo, é quando procuramos um especialista para criar um site, ele faz o projeto e você paga somente por aquele projeto, sem se preocupar com a burocracia do CLT”, contou.

Quanto a posição das empresas a esse novo cenário, a especialista compartilha da mesma opinião de Grinberg . “Infelizmente existe um atraso das organizações referente a esse assunto, um exemplo, são as agências de publicidades, que mesmo tendo a fama de serem e trabalharem de uma forma mais leve, 70% não estão inseridas nessa nova realidade. Elas estão vendo só agora esse novo conceito”. Para ela, as empresas precisam se adequar o quanto antes e que já existem vários aplicativos, grupos e comunidades que dão oportunidade para esses profissionais.

Ainda sobre essa geração, o psicólogo Rogério Barros Terto finalizou dizendo que a geração Z surge com a possibilidade de ser ainda mais rápida que a geração Y – portanto, mais ansiosa também. Aparentemente tudo que faz parte da geração Y aparece de maneira ampliada na geração Z. “Algo que parece ser bastante diferente nessa geração é que eles precisam estar bem, felizes para fazer qualquer outra coisa, principalmente trabalhar e produzir”, disse. Ou seja, começa a surgir algo diferente, trata-se de uma geração que precisa estar bem para poder produzir e gerar resultados. Para essa geração, bem-estar é fundamental para produzir, bem como o alinhamento dos valores da empresa com seus próprios valores.

 

 


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