Como o limite de banda larga afeta sua empresa

Qual o impacto que essa mudança pode trazer para o ambiente corporativo

Nesta semana uma notícia tirou o sossego de muitos usuários de banda larga. As operadoras que disponibilizam o serviço decidiram limitar o uso por meio de franquia de internet, assim como é usado nos planos móveis.  E uma dúvida ficou no ar: Como as empresas farão para manter a sua rotina, já que muitas dependem do uso exclusivo da rede?

Assim como a B2 mídia muitas empresas dependem da rede para que seu serviço oferecido no mercado funcione. Um exemplo, são as lojas que contam com o serviço de menu board, que é o cardápio digital, geralmente essas empresas fazem a transmissão dos seus produtos através da rede.

Uma das soluções que a B2 indica e já pratica é no desenvolvimento das peças, que vão para os clientes. “Tudo é pensando para que o resultado final tenha a maior qualidade possível, mas que o tamanho dos arquivos seja o menor possível, ” explicou um dos diretores Franklin Lino. Essa atitude faz com que o arquivo seja menos ‘pesado’ na hora de importar para a ferramenta de comunicação. Ou seja, compreensão e codificação do vídeo e das imagens.

“Além disso já temos em fase de testes funcionalidades para que os clientes limitem a transferência de informações do servidor com o player para uma determinada quantidade de Gigabytes para evitar surpresas com o corte do sinal, “ apontou.

Mas a torcida da B2, é para que essa manobra não se concretize, uma vez isso será lesivo a todos, mas principalmente à empreendedores e empreendimentos baseados na web.

Segundo a pesquisa anual da TIC empresas mais de 97% das organizações estão conectadas à rede mundial.  O trabalho manual tem se aposentado e a rede tomado conta desde simples arquivamento em nuvens até de serviços totalmente online. É o que diz o especialista e generalista em tecnologia da informação Paulo Nascimento.

Outro dado significativo da pesquisa é que a conexão de banda larga mais comum é o limitado ADSL, que usa a rede telefônica analógica para transmitir sinais digitais, esse serviço representa 68% dos usuários. “O atual serviço de internet não funciona com eficácia. A mudança significa que pagaremos mais por menos serviço, ” explicou.

Por outro lado, o órgão de defesa aos direitos do consumidor, o Proteste alertou que a medida é irregular, e pede que a Anatel Agência Nacional de Telecomunicações impeça a mudança. Já a Anatel acredita que a manobra é positiva. Em entrevista para o portal Convergência Digital o superintendente de competição da Anatel, Carlos Baigorri contou que os assinantes que acessam a internet esporadicamente acabam financiando os que baixam grandes quantidades de dados.

Mas, a opinião da Anatel é derrubada, após um experimento realizado pelo site Adrenaline. O estudo mostra que mesmo aqueles considerados usuários leves chegariam rapidamente ao topo do plano contratado. A experiência foi realizada em um computador comum que executou várias ações desde as mais comuns até as multimídias e os gamers. Um dos resultados:

20 minutos vídeo FullHD no Youtube – 158mb consumidos

20 minutos do mesmo vídeo em 4k – 2.200 mb de consumo.

 

Em entrevista, com especialista e generalista em tecnologia da informação, Paulo Nascimento conseguimos esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto.

Essa mudança vai atingir quais usuários?

Paulo Nascimento: A alteração afeta todos os usuários que possuem a banda larga ADSL, seja o plano empresarial ou domiciliar, com isso as empresas serão afetadas diretamente, explicou Nascimento.

E como as empresas podem se proteger?

PN: É difícil prever, mas não tem saída, provavelmente terão que mudar os planos e pagar a mais por um limite que provavelmente não será o suficiente. E se policiar na medida em que vão utilizando os dados. É preciso que as empresas comecem a se planejar para essa novidade.

Quando efetivamente será implantado?

PN: Em 2017, as maiores empresas de telefonia planejam regular os planos. No geral, os serviços serão assim como no uso da internet móvel.

Qual a diferença entre banda larga e limites de dados

PN: Atualmente, a maior parte das operadoras oferece planos regulados por velocidade, sem um volume máximo de tráfego. Com a mudança o usuário tem um limite nesse tráfego, uma vez ultrapassada, a velocidade é reduzida ou totalmente bloqueada.

Quanto vou poder usar?

PN: O problema dos limites na banda larga fixa é que estamos utilizando cada vez mais serviços de armazenamento na nuvem e principalmente streaming, como o Netflix — que compete com os serviços de TV por assinatura, também oferecidos por Vivo, Oi e NET. Numa conexão de 25 Mb/s, seriam necessárias apenas 11 horas e meia para ultrapassar a franquia mensal de 130 GB estabelecida pela Vivo.

E essa mudança é permitida?

PN: Sim, o uso de franquias de dados é previsto pela regulamentação da Anatel.  A partir disso, é obrigatório que as operadoras disponibilizem uma ferramenta para o consumidor acompanhar seu consumo pela internet. Além disso, as empresas precisam alertar quando o consumo da franquia se aproximar do limite contratado.

Qual a sua opinião sobre o assunto?

PN: A mudança terá efeitos diferentes para cada tipo de usuário. Mas é certo que as áreas para o acompanhamento do consumo não serão suficientes, nem sempre o usuário sabe como utilizar esse mecanismo. Essa mudança se compara a antiga internet discada não podemos regredir para os anos 90.