Empreendedorismo interno

Você já ouviu falar em empreendedorismo interno?

O Empreendedor interno, intraempreendedorismo ou Empreendedor Corporativo é aquela pessoa que trabalha dentro de uma organização e traz inovações para aquela empresa.

“São ações que estimulam seu colaborador a agir e pensar como se fosse dono do próprio negócio, com objetivo de trazer mais produtividade, rentabilidade e melhoria nos relacionamentos”, conta Sabrina Nunes, CEO da Francisca Joias Contemporâneas.

A diferença entre o intraempreendedorismo e o empreendedorismo nato é a tomada de decisão, enquanto no primeiro tipo o colaborador precisa de autorizações para implementar, no segundo tipo, a decisão de agir é do dono do negócio.

Os setores do seu negócio possuem metas que precisam ser atingidas, certo? Estabeleça equipes e um responsável pela meta e dê a missão de criar um projeto contendo objetivos, ações e orçamentos para que aquela meta seja alcançada. Por exemplo: Se uma das metas for aumentar as vendas em 10% no próximo trimestre, leve pra equipe o desafio de criar em conjunto um projeto, delegue um gestor e dê um prazo para a criação.

Após o projeto pronto separe um tempinho com sua equipe para que eles apresentem o que criaram. Avalie os riscos, faça adaptações se necessário e coloque no ar. Antes do projeto ser efetivado, faça as seguintes perguntas:

– O projeto vai gerar algum valor perceptível para o cliente?
– Os resultados ajudam a resolver um problema significativo?
– Há mercado e margem de lucratividade para o produto ou serviço proposto?
– Os objetivos do projeto estão alinhados com as expectativas dos gestores e da organização?

Explique para sua equipe a intenção e a importância dessa ação e no final faça uma premiação. Ao implantar o empreendedorismo interno, você também estará motivando e integrando cada vez mais a sua equipe.

Isso tudo funciona, pois você estimula o poder criativo de sua equipe e cria uma espécie de gestão colaborativa, onde todos são completamente responsáveis pelos resultados. É claro que você precisa participar ativamente avaliando o plano e as execuções para não ser “pego” de surpresa com alguma iniciativa que não deu tão certo, mas independente disso, busque motivar seus colaboradores com acertos e erros. O funcionário precisa se sentir parte da empresa, sentir que ele pode expor novas ideias e tomar decisões.


Entrevistada

Sabrina Nunes

CEO da Francisca Joias Contemporâneas. Formada em Serviço Social com especialização em empreendedorismo pela Fundação Dom Cabral, possui anos de experiência no mercado de consumo B2C e B2B. Ganhadora do Prêmio 10 Mulheres Empreendedoras pelo banco Goldman Sachs.