PcD na empresa: inclusão e profissionalismo

A lei determina que empresas com mais de 100 funcionários inclua de dois a cinco por cento do quadro com PcD

 

O artigo 93 da lei Nº 8.213 determina que empresas com mais de 100 funcionários complete de dois a cinco por cento o quadro com PcD (Pessoa com Deficiência). Quando o assunto é inclusão social nas empresas, é importante ressaltar que é preciso também oferecer condições adequadas para acolher as especificidades de todos.

 

 

Infelizmente, algumas empresas ainda não sabem como fazer a integração desses profissionais na equipe. Para a Psicóloga Tânia Bueno, a inclusão de profissionais com deficiência nas empresas devem resultar em mudanças de conceitos e no modo de ver o mundo.

“Culturalmente falando, o Brasil tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social. Para incluir é preciso considerar a estruturação do processo sistemático de atenção, acompanhamento e desenvolvimento das PcDs contratadas para promover a movimentação no Sistema de Carreira da empresa, neste sentido a empresa deve se preparar para a ampliação das oportunidades para todos os tipos de deficiência a fim de que as pessoas com deficiência consigam desenvolver suas habilidades sem qualquer tipo de preconceito”, conta a profissional.

Para a profissional de Comunicação e Eventos Jaqueline Valesi Silva, as empresas só oferecem oportunidades para profissionais que possuem algum tipo de deficiência, visando o cumprimento da lei. “As empresas esquecem de olhar a pessoa como profissional. Os processos seletivos deveriam ser iguais para todos, claro que as empresas devem oferecer uma estrutura adaptada, mas a escolha deveria ser pela capacidade e experiência em currículo e não por ter ou não uma deficiência. Já presenciei situações em que empresas  reservam um setor apenas para contratação de PcD, isso não é inclusão”, conta.

Um estudo da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) Nacional, Isocial e Catho, apontou que 81% dos recrutadores contratam pessoas com deficiência e 12% contratam independente da lei.

 

“É fundamental que como todo ser humano, a PcD seja tratada com respeito e dignidade. Reconhecendo algumas de suas limitações na realização de algumas atividades, porém, focando suas potencialidades e cobrando resultados, afinal, é saudável todos terem metas a serem cumpridas dentro da organização. Também é importante lembrar que não é adequado tratar com paternalismo e superproteção o profissional com PcD, para não prejudicar seu desenvolvimento pessoal e profissional. Cuidar não é sinônimo de paternalismo e sim de acompanhar, aprender e ensinar de forma compartilhada, ativa e desprovida de preconceitos”, finaliza a especialista.