Autogestão nas empresas

Como a CI pode contribuir para a autogestão empresarial?

 

Você conhece alguém que trocou de emprego em virtude de um chefe tóxico? Sabe aquele ditado: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”? Pois é, esses são alguns dos motivos que têm feito muitas organizações promoverem mudanças na estrutura hierárquica, através da implantação da AUTOGESTÃO EMPRESARIAL.

Empresas como Vagas, W.L. Gore, Buurtzorg e outras de variados segmentos e portes têm aderido a esse conceito de gestão horizontal. Mas a autogestão vai além do que encontramos no dicionário, não é apenas a “gerência de uma companhia pelos próprios funcionários e ausência da figura do chefe”. Trata-se de Comando x Controle, diz respeito a troca do poder “sobre” para o poder “com”.

O Instituto de Estúdios Cooperativos de Mondragón Unibertsitatea, localizado no país Basco, uma comunidade autônoma espanhola, define autogestão em seu livro “Autogestión y Globalidad” como a constituição e funcionamento de instituições ou organizações alicerçadas na autonomia e na capacidade de decisão dos colaboradores.

Isto é, trata-se uma autoridade compartilhada em que a empresa não é vista como máquina, mas sim como organismo vivo, em constante mudança. E os funcionários? Ocupam papéis estratégicos e não são tratados como engrenagens, mas como terminações nervosas capazes de captar percepções e direcionar a organização rumo as metas e ao mundo melhor.

Nesse modelo organizacional, a autoridade não é centralizada, pois visa que as decisões sejam tomadas próximas a realidade, o planejamento é realizado coletivamente e cada colaborador ocupa seu papel de forma autônoma e têm poder de decisão acerca de fatores que influenciam suas tarefas. As questões são solucionadas através de diálogo entre as equipes afetadas, através de regras coletivamente instituídas. São células de trabalho que se complementam em que todos são auto responsáveis e corresponsáveis.

 

autogestão empresarial

Vantagens da Autogestão

  • Quando o papo são os benefícios, o aumento da qualidade e produtividade aparecem no topo da lista.
  • Em segundo lugar, encontramos a redução de custos, levando em consideração que os salários vultuosos do alto escalão empresarial serão suprimidos.
  • Através de maior autonomia, o sentimento de dono é gerado nos colaboradores, pois torna a gestão democrática.
  • A autogestão empresarial estimula o desenvolvimento profissional, a proatividade e um relacionamento interpessoal humanizado, pois cada um é capaz de entender as necessidades e os limites do outro.
  • Esse conceito também proporciona a busca por constante melhoria, pois entende que as escolhas nem sempre serão perfeitas, mas precisam ser minimamente efetivas e seguras oportunamente, devendo ser aperfeiçoadas no futuro.

 

E as desvantagens e os desafios?

  • Tempo: Mudar algo tão enraizado na mentalidade das pessoas não é do dia para noite. A implantação requer tempo e paciência.
  • Esforços: Mudanças trazem resistência, por isso é necessário ter muita persistência e energia para concluir a transição.
  • Alinhamento: O desafio principal em uma gestão colaborativa é que para se alcançar sucesso, todos devem estar alinhados e os recursos devem ser empregados em prol dos mesmos objetivos. Todos precisam estar unidos.

 

Mas onde a CI se encaixa em tudo isso?

            A CI ocupa papel fundamental na autogestão! Através dos canais de comunicação interna, pode-se promover a conscientização, a adesão e o engajamento.

É a CI que vai habilitar os colaboradores a seguirem a nova missão, visão e valores definidos para a empresa. Vale lembrar que em uma gestão colaborativa ruídos ou falhas na comunicação organizacional podem trazer prejuízos enormes. Um APP Corporativo como o Worksphere, por exemplo, e o uso da TV corporativa podem ser grandes aliados nesse processo.

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