Novos e velhos desafios da comunicação interna

Será que os desafios da sua comunicação interna são os mesmos das outras empresas?

A comunicação interna tem sido uma das áreas mais demandadas em razão da necessidade de colaboradores e empresas se adaptarem ao novo cenário de trabalho influenciado pela pandemia da COVID-19. Isto porque as empresas tiveram que voltar – como nunca antes – a atenção ao seu público mais importante e influenciador: o colaborador.

Esta nova dinâmica trouxe desafios ainda maiores para a comunicação corporativa. Para a Larissa Freire, Coordenadora de Comunicação na Unimed Fortaleza, ter uma cultura de inovação, que permita ir além e entregar algo que agregue valor para a empresa, é um desafio que se tornou ainda mais necessário neste momento da pandemia.

Mas, apesar de tudo, esse período também deu luz ao papel estratégico da comunicação interna para o negócio e ampliou sua relevância nas organizações. Sobre o plano pós-pandemia a coordenadora comentou que o objetivo é tornar a área mais consultiva e menos tarefeira: “Queremos aproximar ainda mais a estratégia da comunicação, agregando valor à empresa e tratando de temas relevantes, para além da comunicação rotineira”.

Listamos alguns desafios da área e com dicas de como superá-los, posicionando a comunicação interna como um diferencial competitivo da sua empresa.

 

desafios da comunicação

Engajamento

O maior desafio de todos é certamente engajar e manter as pessoas engajadas. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), deste ano, 55% das empresas declararam terem maior dificuldade de gerar engajamento em momentos de crise como o que passamos.

 

 

Distância

O desafio se agrava quando temos de lidar com o fator distanciamento. Realidade em alguns modelos de negócios como nas fábricas, por exemplo, e aderido em grande escala durante a pandemia, o trabalho fora do escritório – ambiente controlado e previsível – ainda é uma barreira para as ações de comunicação, mas que puderam ser dribladas através de aplicativos corporativos e intranets, canais que conseguem alcançar os colaboradores independente do lugar. Se engajar estando lado a lado no escritório já não é tarefa fácil, que dirá ter colaboradores espalhados “cada um no seu quadrado”? Por isso, esse período exige ainda mais dedicação e trabalho da área de CI.

De acordo com relatório da Gatehouse sobre comunicação interna e engajamento, o alcance e o engajamento estão entre as principais barreiras que a área precisa transpor todos os dias.

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Velocidade X Conteúdo das mensagens:

A experiência corporativa virtual acelerou a digitalização de empresas e colaboradores que não necessariamente estavam preparados para esta mudança. “Intensificar a experiência digital na comunicação interna também será um desafio”, reforça Larissa.

Isto demanda um processo de educação de ambas as partes e, ao mesmo tempo, garantia de velocidade na informação com transparência, coerência e seleção de conteúdos prioritários que mereçam o tempo e a atenção do público interno. A urgência por manter as pessoas cientes de tudo o tempo todo – na ânsia de gerar maior engajamento e confiança – gerou também um excesso de comunicados, lives, reuniões, campanhas etc que ao invés de informar, distraíram desnecessariamente os colaboradores das suas missões impactando a sua produtividade e até levando ao aborrecimento e a um cansaço mental.

É preciso repensar e reavaliar a quantidade de informações de fato relevantes para o canal e para qual stakeholder interno (é preciso lembrar que há assuntos que fazem sentido a um grupo e a outro não).

 

Patrocínio para iniciativas

A mesma pesquisa da Gatehouse aponta que para 25% das empresas conseguir um budget importante ainda é um problema. Uma dica valiosa para conseguir esse incentivo e apoio financeiro é alinhar sempre os objetivos da comunicação interna com os objetivos do negócio da empresa e, a partir disso, construir planos que representam esse compromisso.  Um outro comportamento bastante usual entre as empresas é fazer parcerias por meio de troca de conhecimentos, serviços e expertises entre si, com ganho significativo de experiências positivas para ambas as partes e sem custo adicional envolvido. Um benchmarking é sempre um bom aliado na busca por ideias criativas que dão certo.

 

Time incompleto

“É um desafio estruturar um time que tenha, além da habilidade técnica, paixão e foco em resultados”, comentou Larissa. O segredo nessas condições é focar apenas no que é estratégico para o negócio direcionando os esforços da equipe para o que irá influenciar nos resultados, o que for diferente disso torna-se secundário. Se as pessoas da equipe forem alinhadas ao propósito do negócio e acompanharem o ritmo acelerado (de aprendizado e entrega) que a comunicação tem demandado, o resultado excelente é só consequência”, complementa.

A criação de um plano de comunicação consistente que justifique novas contratações de especialistas para a área ou movimentações como job rotations, por exemplo, pode ser um caminho a curto e médio prazos para fortalecer sua equipe.

 

Cada empresa com sua característica, estrutura e cultura organizacional terá esta ou aquela dificuldade que serão desafios diários para se construir uma comunicação interna mais estratégica e efetiva tanto para a empresa como para o colaborador. A Larissa nos conta o que a motiva a superar esses obstáculos no dia a dia: “Com certeza, a possibilidade de impactar vidas com o meu trabalho. A área de comunicação interna tem um poder incrível nas mãos: levar informações, engajar pessoas e contar histórias. Isso me encanta. É a missão de fazer com que cada colaborador entenda o seu papel e importância dentro do negócio em que atua”.

Avaliar a condição individual de cada um é indispensável para estruturar e projetar objetivos, metas e ações que – aos poucos – formatarão naturalmente o lugar estratégico que cabe a comunicação dentro das organizações.

Está pronto para enfrentar todos os desafios da comunicação interna?