O retorno ao escritório trouxe movimento, encontros presenciais e a sensação de normalidade. Ainda assim, muitas empresas perceberam rapidamente que os ruídos de comunicação continuaram existindo.
Esse cenário explica por que a comunicação interna no retorno ao presencial se tornou um tema central para áreas de RH, comunicação e liderança. Estar no mesmo espaço físico não significa, automaticamente, estar alinhado, bem informado ou engajado.
Na prática, o retorno escancarou problemas que antes eram atribuídos apenas ao trabalho remoto.
Durante o período remoto, falhas de comunicação eram frequentemente justificadas pela distância. Com o retorno ao escritório, essa explicação perdeu força. Mesmo com equipes presencialmente reunidas, informações continuam se perdendo e decisões seguem mal compreendidas.
A comunicação interna no retorno ao presencial deixa claro que o problema não está no formato de trabalho, mas na forma como a informação circula.
A proximidade física cria uma sensação enganosa de que todos sabem o que está acontecendo. Líderes acreditam que a mensagem foi transmitida porque foi dita em uma reunião ou conversa informal. Na prática, grande parte das pessoas não teve acesso ao contexto completo.
Esse efeito reforça ruídos e amplia desalinhamentos.
Um sintoma comum da comunicação interna no retorno ao presencial é o colaborador que circula pelo escritório, participa de reuniões e ainda assim não entende prioridades, mudanças ou decisões estratégicas.
A informação chega em pedaços, fora de ordem e sem reforço.
Conversas de corredor, reuniões presenciais rápidas e decisões tomadas em pequenos grupos criam um problema adicional em ambientes híbridos. Quem não está presente naquele dia simplesmente fica de fora.
O retorno ao presencial, sem estrutura, amplia a desigualdade informacional.
Mesmo com o time no escritório, o excesso de e-mails continua sendo ignorado, reuniões seguem restritas a grupos específicos e comunicados importantes se perdem na rotina.
A comunicação interna no retorno ao presencial exige mais do que repetir os mesmos canais em um novo contexto físico.
Mensagens estratégicas precisam de repetição, contexto e visibilidade. Quando a comunicação depende apenas da atenção ativa do colaborador, ela falha.
O retorno ao escritório evidenciou a fragilidade dessa lógica.

Uma solução para modernizar sua comunicação interna e aumentar o engajamento da equipe.
Mesmo com o retorno ao presencial, poucas empresas operam com 100% das equipes no escritório todos os dias. Parte do time está presente diariamente, parte comparece alguns dias, e outra parte segue remota.
A comunicação interna no retorno ao presencial precisa funcionar para todos esses públicos ao mesmo tempo.
Nesse contexto, ganham relevância canais que reforçam mensagens independentemente da presença física. Comunicação visual, sinalização digital e telas corporativas ajudam a criar referências comuns no ambiente.
Esses canais não substituem outras formas de comunicação, mas reduzem ruídos e aumentam consistência.
No retorno ao escritório, muitas empresas redescobriram o papel da comunicação visual como reforço estratégico. Quando bem planejada, ela reduz a dependência de e-mails e reuniões constantes.
Dentro da comunicação interna no retorno ao presencial, a TV Corporativa passa a atuar como ponto de ancoragem das mensagens mais importantes.
Plataformas que permitem atualização rápida, programação de conteúdos e gestão centralizada tornam a comunicação visual escalável. Isso é especialmente relevante para empresas com múltiplas unidades ou grande volume de colaboradores operacionais.
Um dos maiores erros do retorno ao presencial é assumir que a comunicação se reorganiza sozinha. Com o tempo, reaparecem sintomas conhecidos: retrabalho, desalinhamento e boatos.
A comunicação interna no retorno ao presencial exige planejamento contínuo, não apenas presença física.
Quando as pessoas voltam a conviver, falhas de comunicação tendem a aparecer mais rápido. Isso não é um problema em si, mas um sinal claro de que a estrutura precisa evoluir.
Uma solução comunicação rápida e eficaz muda o jogo do engajamento para os seus colaboradores.

Apesar dos desafios, o retorno ao escritório cria uma oportunidade rara de revisão. Empresas que aproveitam esse momento para repensar canais, formatos e frequência tendem a construir um modelo mais eficiente.
Repensar a comunicação interna no retorno ao presencial é entender que o escritório não é apenas um local físico, mas um espaço de troca simbólica, cultural e informacional.
No fim, a diferença não está em voltar ao presencial, mas em usar esse retorno para transformar presença em alinhamento real.
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A tendência de retorno ao trabalho presencial é realidade, mas não como era antes.
Durante a pandemia, o trabalho remoto deixou de ser uma alternativa e se tornou padrão. Em poucos meses, empresas se adaptaram, equipes se reorganizaram e o discurso dominante apontava para um futuro definitivamente distante dos escritórios. Passados alguns anos, o cenário mudou.
Em 2024 e 2025, cresce o número de empresas que estimulam, formal ou informalmente, o retorno ao trabalho presencial. Esse movimento não acontece de forma abrupta nem uniforme, mas revela uma reavaliação mais pragmática sobre produtividade, cultura organizacional e coordenação do trabalho.
Os dados ajudam a entender por que essa mudança está acontecendo.
Pesquisas conduzidas pelo Stanford Institute for Economic Policy Research indicam que o trabalho remoto diminuiu após o pico da pandemia e entrou em um período de estabilidade. Hoje, profissionais qualificados trabalham, em média, entre um e um dia e meio por semana fora do escritório.
Nos Estados Unidos, estudos ligados ao Hoover Institution mostram que cerca de 25% dos dias pagos de trabalho ainda são realizados em casa. O número é significativamente maior do que antes de 2020, mas menor do que no auge do home office.
Isso indica que o debate atual não é mais remoto versus presencial. Ele gira em torno de equilíbrio.
Outro dado relevante vem da ocupação física dos prédios corporativos. O Kastle Back to Work Barometer, que monitora acessos a escritórios em grandes centros urbanos, mostra que a presença média gira em torno de 50% a 55% do período pré-pandemia.
Mesmo quando empresas anunciam políticas mais rígidas, os escritórios não voltam a operar em capacidade total. O padrão mais comum é a concentração de pessoas entre terça e quinta-feira, com baixa presença no início e no fim da semana.
Na prática, o que se consolida é um modelo híbrido mais controlado, não um retorno integral ao passado.
O principal motivo citado por líderes e gestores está ligado à execução. Em equipes altamente interdependentes, o trabalho totalmente remoto tende a aumentar o tempo de alinhamento e reduzir a velocidade das decisões. Processos simples passam a exigir mais reuniões e mais trocas assíncronas.
Outro fator recorrente é a cultura organizacional. Empresas relatam dificuldades em integrar novos profissionais, desenvolver lideranças e reforçar valores quando o contato se limita às telas. Esse desafio se torna mais evidente em organizações em crescimento ou em transformação.
Há ainda uma dimensão gerencial. Nem todos os líderes se adaptaram plenamente a modelos baseados apenas em entregas. Para parte deles, a presença física continua sendo associada a engajamento e pertencimento, mesmo que isso não se traduza diretamente em produtividade.
Ao mesmo tempo em que estimulam o retorno ao trabalho presencial, as empresas lidam com um risco claro: a perda de talentos. Pesquisas realizadas no Brasil e em outros países mostram que a flexibilidade segue sendo um dos fatores mais valorizados pelos profissionais.
No Brasil, estudos conduzidos pela FEA-USP em parceria com a FIA indicam que mais de 90% dos profissionais em regime remoto ou híbrido percebem melhora na qualidade de vida. A maioria também avalia que sua produtividade se manteve ou aumentou.
Em mercados como Reino Unido e Estados Unidos, pesquisas apontam que políticas de retorno totalmente presencial elevam o risco de desligamentos, especialmente por causa do custo de deslocamento e da perda de autonomia.
Esse cenário explica por que muitas empresas anunciam regras mais duras, mas aplicam exceções no dia a dia, especialmente para profissionais estratégicos.
A tensão atual do mercado pode ser resumida em um ponto: o modelo preferido pelos profissionais não é exatamente o mesmo adotado pelas empresas. Enquanto a maioria dos trabalhadores demonstra preferência por modelos híbridos ou remotos, as organizações caminham para estruturas com maior presença física.
Esse desalinhamento ajuda a explicar o desconforto do momento e o aumento do debate sobre políticas de trabalho. O retorno ao presencial avança, mas encontra limites claros impostos pelo próprio mercado de talentos.

Com mais pessoas voltando aos escritórios, um desafio antigo ganha nova dimensão. Como garantir alinhamento, clareza e engajamento em um cenário onde parte do time está presente fisicamente e parte segue remota?
O retorno ao presencial não resolve, por si só, os ruídos de comunicação. Em muitos casos, ele os torna mais visíveis. Isso explica o aumento do investimento em canais que não dependem apenas de e-mails ou reuniões, como telas corporativas, sinalização digital e plataformas de comunicação interna.
Empresas que conseguem atravessar esse período com menos atrito são aquelas que entendem que presença física não substitui comunicação estruturada.
Uma solução comunicação rápida e eficaz muda o jogo do engajamento para os seus colaboradores.

O retorno ao trabalho presencial não representa uma rejeição ao remoto, mas uma tentativa de ajuste após um período de experimentação acelerada. As empresas buscam mais coordenação e coesão. Os profissionais buscam flexibilidade e autonomia.
O ponto de equilíbrio ainda está sendo negociado. E tudo indica que ele passará por modelos híbridos mais claros, combinados com estratégias de comunicação capazes de conectar pessoas, estejam elas dentro ou fora do escritório.
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