Mulheres na liderança: uma busca por conquista e reconhecimento

Um estudo da E&Y constatou que a equidade total de gêneros no mundo corporativo só chegaria no ano de 2095. No Brasil, a previsão é que mulheres ganharão o mesmo que os homens em 2085 e que somente em 2126, 51% de mulheres ocuparão posto de diretoria executiva.

Cargos de grande importância já foram alcançados por mulheres, um exemplo é Mary Barra, ela trabalhou por 33 anos na General Motors antes de se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de CEO da principal montadora americana.

“As empresas ainda não se reinventaram a fim de oferecer práticas e recursos (como creches e horários mais flexíveis) que permitam que a mulher consiga conciliar sua vida pessoal e profissional e finalmente deslanchar na carreira. Dados como os da pesquisa “Women in Business 2015”, da Grant Thornton, mostram que o Brasil é o 3º país que menos promove funcionárias para posições mais altas, com 57% das empresas sem mulheres em cargos de liderança”, conta Cristina Kerr, Diretora executiva da CKZ Eventos e idealizadora do Fórum Mulheres em Destaque e do Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão.

Um estudo da McKinsey & Cia revelou que conselhos administrativos com pelo menos uma mulher na composição, tiveram resultados 50% maiores. Isto aponta que o equilíbrio traz mais resultado financeiro e que o papel de ambos os sexos é fundamental.

Mulheres que participaram de uma entrevista realizada pelo Business Insider, revelaram que para obter o mesmo reconhecimento e recompensas que os homens, é preciso fazer o dobro, nunca cometer um erro e constantemente precisam mostrar suas competências.

Segundo Cristina Kerr, parte das mulheres precisam trabalhar sua autoestima, a grande maioria acredita alcançar cargos de importância por sorte. “A Síndrome do Impostor trata-se de uma desordem que faz as pessoas incapazes de internalizarem seus feitos na vida. Independentemente do nível de sucesso alcançado ou das provas de competência que tenham sido dadas, elas se sentem como fraudes. Infelizmente muitas mulheres sofrem desse mal e se boicotam profissionalmente, acreditam que chegaram onde estão por sorte e não se lançam às oportunidades”, finaliza a especialista.

Comparado aos homens, mulheres pedem mais feedback e tomam medidas para melhorar e alcançar cargos almejados. Já os homens tendem a diminuir essa solicitação conforme ficam mais velhos e criam confiança nas funções desenvolvidas.

Entre as empresas lideradas por mulheres, inclusive na presidência, estão a Brasilata, Byofórmula, Cultura Inglesa, Ericsson, Instituto Itaú Cultural, Laboratório Sabin, Magazine Luiza, Prezunic, Quintiles Brasil e Zanzini Móveis.

E você concorda com os dados? Qual sua opinião sobre o assunto, concorda que o mundo corporativo precisa se reinventar para integrar e reconhecer o perfil feminino? Comente aqui e deixe sua opinião.

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Entrevistada

Cristina Kerr – Diretora executiva da CKZ Eventos e idealizadora do Fórum Mulheres em Destaque e do Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão. www.ckzeventos.com.br